MP faz operação contra ex-servidores da Prefeitura de SP investigados por fraudes em licitações
Operação mira fraudes em licitações na Prefeitura de SP O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São...
Operação mira fraudes em licitações na Prefeitura de SP O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Ar Frio para cumprir buscas contra dois ex-servidores da Prefeitura de São Paulo investigados por fraudes em licitações. Eles foram exonerados em março deste ano. Um dos ex-servidores era da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e o outro era coordenador de licitações da Secretaria Municipal das Subprefeituras. Eles teriam atuado para direcionar processos licitatórios em favor de empresas e grupos previamente ajustados, em troca de vantagem indevida. Nem a prefeitura nem as sedes das secretarias são alvos de buscas. Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em operação de março de 2026 Divulgação/MP-SP O MP recebeu uma denúncia sobre o assunto em fevereiro. A suspeita envolve irregularidades que teriam sido cometidas entre 2022 e 2025. A licitação principal investigada é sobre compra de ar condicionado no valor de R$ 1 bilhão. Ela chegou a ser suspensa e foi retomada após a exoneração dos servidores. Uma das frentes de investigação tem como foco saber se os servidores recebiam propina, já que há uma suspeita pela incompatibilidade patrimonial. As buscas ocorrem em endereços ligados aos dois ex-servidores na capital e na região metropolitana. O objetivo da operação é coletar documentos e outras informações que possam ser úteis para o aprofundamento da investigação. Celulares dos alvos foram apreendidos. De acordo com os elementos reunidos até o momento, os valores obtidos seriam incompatíveis com os rendimentos formalmente declarados pelos investigados, havendo indícios de aquisição de imóveis, veículos e outros bens por meio de interpostas pessoas, o que, em tese, pode configurar também ocultação de patrimônio de origem ilícita. Os fatos estão sendo apurados à luz de condutas que, em tese, podem se amoldar aos crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de capitais. Na casa de um dos investigados, os agentes apreenderam cerca de R$ 100 mil em espécie.